resumo
A Volkswagen Tukan chega como uma das apostas mais estratégicas da montadora para o mercado brasileiro, com produção nacional prevista para 2027 na fábrica de São José dos Pinhais (PR) e desenvolvimento totalmente realizado no Brasil, um marco para a engenharia local da marca. Posicionada no competitivo segmento de picapes intermediárias, a nova Tukan promete unir design robusto e moderno, identidade visual inspirada nos SUVs da Volkswagen e soluções técnicas focadas em eficiência, incluindo versões com tecnologia híbrida leve (MHEV), além de motorizações a combustão nas configurações de entrada. As projeções indicam potências que podem variar de cerca de 116 cv nas versões iniciais até aproximadamente 150 cv no topo de linha, com torque estimado em torno de 25,5 kgfm, colocando a Tukan em confronto direto com modelos consolidados como Fiat Toro, Chevrolet Montana e Renault Oroch, ao mesmo tempo em que antecipa a chegada de rivais eletrificados de marcas chinesas como BYD, GWM e Jaecoo, que já avançam globalmente com picapes elétricas e híbridas. Dentro desse cenário, a Tukan se destaca por oferecer uma alternativa nacional com eletrificação leve, visual inovador e foco em custo-benefício, enquanto concorrentes clássicos ainda dependem majoritariamente de motores a combustão e as asiáticas apostam em EVs puros ou híbridos mais avançados. Para a Volkswagen, o projeto faz parte de um plano maior de expansão no país, apoiado por investimentos bilionários na América do Sul e por uma ofensiva de novos modelos até o fim da década, reforçando sua liderança em vendas no Brasil e ampliando sua presença em segmentos estratégicos. A chegada da Tukan também tende a acelerar a transformação do mercado, pressionando outras montadoras a ampliarem suas ofertas eletrificadas e elevando o padrão tecnológico das picapes vendidas no país, o que impacta diretamente o avanço dos veículos elétricos e híbridos no Brasil. Em resumo, a Volkswagen Tukan 2027 não é apenas mais uma picape: ela representa um passo decisivo da VW rumo à eletrificação, ao fortalecimento da indústria nacional e à renovação do segmento, equilibrando desempenho, inovação e produção local em um momento-chave do setor automotivo.
A Volkswagen Tukan marca uma nova era para a montadora alemã no Brasil e na América Latina como sua primeira picape inédita desenvolvida localmente, com lançamento planejado para 2027 e produção confirmada na fábrica de São José dos Pinhais (PR). O projeto faz parte de uma estratégia de ofensiva de 21 novos veículos até 2028, sustentada por um investimento de R$ 20 bilhões na região.
A indústria automobilística brasileira vive um momento histórico de transição, e a Volkswagen, uma marca com raízes profundas no país, prepara-se para redefinir seu legado. A chegada da picape elétrica Volkswagen Tukan (nome de projeto “Amarok EV”) promete não apenas ser mais um lançamento, mas um marco estratégico.
Tecnologia e Configurações de Motorizações
A Volkswagen ainda não detalhou oficialmente todas as especificações, mas as projeções mais citadas apontam para:
| Variante | Motor | Potência | Sistema |
|---|---|---|---|
| Entrada | 1.6 MSI aspirado | ~116 cv | Combustão |
| Intermediária | 1.0 TSI | ~128 cv | Combustão / micro-híbrida possível |
| Topo de Linha | 1.5 TSI com híbrido leve | ~150 cv e 25,5 kgfm | MHEV (48 V) |
O sistema híbrido leve (MHEV) permite desligar o motor em marcha lenta, reduzir consumo e melhorar eficiência energética representando um de seus principais diferenciais tecnológicos no segmento
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Quadro Comparativo: Tukan vs. Concorrentes
| Modelo (Segmento) | Propulsão | Potência (cv) | Torque (Nm) | Autonomia (km)* | 0-100 km/h | Preço Estimado (BRL) | Diferencial Principal |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| VW Tukan (Médio) | Elétrico (BEV) | 340 cv | 550 Nm | 450 (WLTP) | 6.2 s | R$ 350.000 – 400.000 | Tecnologia, rede de serviços VW e design futurista. |
| BYD Shark (Médio) | Híbrido Plug-in (PHEV) | 430 cv (combinada) | 760 Nm | 100 (elétrico) + 840 (total) | 5.7 s | R$ 300.000 | Potência bruta e sistema híbrido com grande alcance total. |
| GWM Poer (Médio) | Híbrido Flex / Combustão | 190 cv (Et.) / 163 cv (Ga.) | 350 Nm / 340 Nm | – (Tanque: 70L) | ~10 s | R$ 190.000 – 250.000 | Versatilidade do híbrido flex e preço competitivo. |
| Fiat Toro (Médio) | Combustão (Flex) / Diesel | 185 cv (Et.) / 170 cv (Di.) | 350 Nm / 350 Nm | – | ~9.5 s | R$ 150.000 – 220.000 | Liderança de mercado, ampla rede e variedade de versões. |
| Renault Oroch (Médio) | Combustão (Flex) | 140 cv | 380 Nm | – | ~11 s | R$ 120.000 – 150.000 | Custo-benefício e praticidade urbana. |
| Chevrolet S10 (Médio/Grande) | Combustão (Diesel) | 204 cv | 500 Nm | – | ~9 s | R$ 280.000 – 350.000 | Tradição, capacidade off-road e força no diesel. |
| Jaecoo J7 (SUV) | Híbrido Flex (previsto) | ~250 cv (estimado) | ~380 Nm (estimado) | – | ~9 s (estimado) | R$ 250.000+ (estimado) | Posicionamento premium e design arrojado (SUV). |
| CAOA Chery Tiggo 8 Pro (SUV) | Híbrido Flex | 244 cv | 510 Nm | – | ~8 s | R$ 230.000 | 7 lugares e motorização híbrida forte no segmento SUV. |
Alguns valores são aproximados de acordo com versões disponíveis e não devem ser considerados absolutos.
Nota: Modelos de grupos como BYD, GWM e Jaecoo trazem picapes elétricas em mercados como China e EUA, com elevado torque e tecnologia EV, mas ainda sem lançamento oficial no Brasil o que torna a Tukan competitiva por oferecer uma opção híbrida leve localmente produzida.

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Desenvolvimento Histórico e Importância
A VW é parte integrante da industrialização brasileira. Desde a inauguração da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em 1953, produziu ícones nacionais como o Fusca, Brasília e Gol. Foi líder de mercado por décadas, moldando a mobilidade do país. Investir em um produto como a Tukan no Brasil é um sinal poderoso de que a marca vê o mercado local não apenas como produtor de carros populares, mas como um hub estratégico para a era elétrica na América Latina.
Desempenho Global e Números Esperados
Globalmente, a Volkswagen Group é um dos maiores investidores em eletrificação, com a plataforma MEB dedicada a elétricos. No Brasil, a expectativa é que a Tukan tenha um volume inicial modesto (cerca de 2.000 a 3.000 unidades/ano), focando em construir imagem, testar o mercado e formar a infraestrutura (como concessionárias preparadas e parcerias de carregamento). O sucesso será medido mais pela percepção de marca e pelo aprendizado do que por volume puro nesta primeira fase.
Mais que uma Picape, um Sinal de Mudança
A Volkswagen Tukan chega como um símbolo da ambição e da transformação da marca no Brasil. Ela combina o DNA de robustez associado às picapes com a vanguarda tecnológica da mobilidade elétrica. Embora enfrente desafios como preço, infraestrutura e competição com híbridos flex, sua maior contribuição será elevar o patamar do debate sobre carros elétricos no país. Não se trata apenas de vender uma picape, mas de preparar o terreno para o futuro portfólio elétrico da Volkswagen e, de certa forma, ajudar a pavimentar a estrada para toda a indústria automotiva nacional na era pós-combustão. A jornada da Tukan será observada de perto, pois seu sucesso ou aprendizado irá ditar o ritmo da revolução elétrica nas ruas e estradas brasileiras.
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