resumo
Duas bombas alemãs da Segunda Guerra Mundial foram descobertas no condado de Devon, no sul da Inglaterra, em janeiro de 2026, forçando a evacuação de milhares de moradores em Exmouth e Plymouth. Os artefatos, que datam dos bombardeios da Luftwaffe durante o conflito, foram encontrados durante obras e dragagens na marina, provocando cordões de segurança e operações de desarmamento complexas.
A situação destaca como artefatos explosivos antigos — conhecidos como UXBs — continuam a emergir mesmo décadas depois do fim da guerra. Autoridades especializadas coordenaram a remoção dos dispositivos e a detonação controlada no mar, reforçando a importância de respostas estruturadas para proteger moradores e a memória histórica dessas áreas do Reino Unido

Devon, no sul da Inglaterra, é conhecido por suas paisagens costeiras serenas e vilarejos históricos que parecem congelados no tempo. Difícil imaginar que, sob ruas pacatas e marinas movimentadas, ainda repousam ecos de um dos conflitos mais devastadores da história moderna: a Segunda Guerra Mundial. No início de 2026, essa tranquilidade foi interrompida de forma dramática quando bombas alemãs não detonadas foram encontradas no condado, levando a uma evacuação em massa de moradores e a uma operação complexa de remoção e detonação controlada que chamou atenção em toda a Europa.
Mais de 5.000 pessoas foram evacuadas em Exmouth e Plymouth depois que dois artefatos explosivos, lançados pela Luftwaffe durante os bombardeios da guerra, foram descobertos — um deles durante a dragagem da marina local e outro em um canteiro de obras. O incidente revelou, de maneira inesperada, que mesmo o século XXI ainda convive com lembranças que não explodiram, literalmente, do passado bélico. Mas por que essas armas ainda surgem, e como as comunidades modernas lidam com essa ameaça latente?
Uma ameaça antiga que ainda persiste
Durante a Segunda Guerra Mundial, o sul da Inglaterra foi alvo de intensa atividade militar. A Luftwaffe, a força aérea alemã, realizou numerosos bombardeios sobre áreas estratégicas do Reino Unido entre 1940 e 1944, especialmente nas proximidades de portos, bases navais e centros de transporte. Estima-se que milhares de bombas foram lançadas — e uma porcentagem significativa delas não explodiu na época, permanecendo enterrada sob o solo por décadas.
Essas bombas são chamadas de UXBs (Unexploded Bombs — bombas não detonadas) e representam um risco real até hoje. Em Devon, as descobertas recentes foram feitas quase por acaso: no caso de Exmouth, uma operação rotineira de manutenção costeira revelou um artefato pesado, enquanto em Plymouth o impacto foi sentido durante obras de construção.
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A resposta emergencial: evacuação e segurança pública
Quando as bombas foram identificadas em janeiro de 2026, as autoridades britânicas declararam um incidente sério de segurança pública, coordenando uma evacuação rápida e ordenada das áreas afetadas. Em Exmouth, um cordão de isolamento inicialmente de 100 metros foi ampliado para cerca de 600 metros, afetando cerca de 5.000 residentes e obrigando famílias inteiras a deixarem seus lares, hotéis e empresas temporariamente fecharem.
Em Plymouth, apesar de uma escala menor de evacuação — cerca de 800 moradores foram orientados a sair de suas casas — a preocupação com a segurança também era alta. As operações envolveram equipes especializadas da polícia local e das forças armadas, que monitoraram e controlaram a área até que os objetos pudessem ser manipulados com segurança.
Técnicas modernas para um problema antigo
Encontrar bombas inexplodidas não é algo raro no Reino Unido e em outras partes da Europa. Autoridades especializadas em desarmamento de explosivos (EOD) são frequentemente chamadas para lidar com UXBs. O procedimento padrão envolve estabelecer cordões de segurança, evacuar áreas próximas e utilizar equipamentos técnicos para determinar se a bomba pode ser desarmada no local ou se precisa ser transportada para um local seguro — muitas vezes para o mar, onde a detonação controlada pode ocorrer sem riscos a civis.
No caso de Exmouth, equipes conseguiram remover o artefato e levá-lo para o mar, onde ele será detonado em segurança. Tal método minimiza o risco de danos a estruturas urbanas e preserva a segurança de todos os envolvidos, mesmo que exija logística complexa e cooperação entre diversas agências governamentais.
Por que esses artefatos ainda emergem hoje?
O solo britânico guarda milhares de bombas não detonadas de bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Estima-se que até 10% dos artefatos lançados durante o conflito não explodiram na hora — muitos enterrados profundamente e permanecendo desconhecidos até que obras de construção ou eventos naturais os revelem.
Esses artefatos representam não apenas um risco físico, mas também um lembrete silencioso de um passado turbulento. Mesmo após mais de 80 anos, a história militar e as cicatrizes deixadas por bombardeios continuam a afetar comunidades modernas. Cada descoberta de bomba não detonada evoca reflexões sobre memória histórica, segurança civil e os processos de paz que literalmente enterraram os conflitos do século XX — embora nem sempre com toda a violência apagada da paisagem.

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O impacto na vida comunitária
A evacuação de Devon foi mais do que um evento logístico; foi uma interrupção profunda da vida diária. Famílias foram afastadas de seus lares por dias ou noites, escolas e lojas foram fechadas, e a rotina da comunidade foi temporariamente suspensa. Para muitos, essa experiência reabriu conversas sobre os efeitos persistentes da guerra em locais aparentemente pacíficos e tranquilos.
Além disso, a cooperação entre forças locais, equipes de desarmamento e moradores destacou a importância de uma resposta coordenada a emergências desse tipo. A experiência também sublinha a necessidade de manter sistemas de alerta e comunicação eficientes, de forma que a segurança pública seja sempre a prioridade máxima.
Reflexo histórico e futuro
Incidentes como o de Devon não só lembram que a Segunda Guerra Mundial ainda ressoa no presente, como também incentivam a preservação da história e da memória coletiva. Cada bomba não detonada que é descoberta se torna um capítulo vivo da história que exige respeito, cautela e entendimento profundo do passado para proteger o futuro.
Assim como outras partes da Inglaterra e da Europa que continuam a descobrir artefatos do conflito, Devon agora carrega uma história que liga diretamente o presente ao passado, lembrando que a paz construída depois da guerra vem com responsabilidades duradouras.
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