resumo
O novo filme da Disney focado em Gaston, vilão de A Bela e a Fera, reforça a estratégia do estúdio em investir em produções centradas em vilões.
Seguindo o sucesso de Malévola e Cruella, a Disney aposta em narrativas mais complexas, explorando a origem, os conflitos e a humanidade desses personagens, refletindo mudanças no comportamento do público e no mercado cinematográfico.
Gaston ganha filme próprio e confirma uma nova fase da Disney
A Disney está apostando cada vez mais em um território que antes parecia improvável: transformar vilões clássicos em protagonistas. O anúncio de um novo filme centrado em Gaston, o antagonista icônico de A Bela e a Fera, reforça uma estratégia que vem se consolidando nos últimos anos e que já rendeu sucessos de público e crítica. Assim como aconteceu com Malévola e Cruella, a ideia agora é revisitar um personagem tradicionalmente visto como vilão e apresentar novas camadas, motivações e conflitos.
O projeto de Gaston promete explorar o personagem além da caricatura do caçador vaidoso e arrogante, revelando sua origem, sua visão de mundo e o contexto social que o moldou. Essa abordagem faz parte de um movimento maior da Disney: recontar histórias clássicas sob novas perspectivas, adaptando-as a um público mais maduro e interessado em narrativas complexas.
Quem é Gaston além do vilão clássico
No filme animado original de 1991, Gaston é retratado como o arquétipo do antagonista: forte, popular, convencido e cruel em sua obsessão por Bela. Ele representa o orgulho, o machismo e o medo do diferente — especialmente quando se volta contra a Fera.
O novo filme live-action pretende aprofundar esse personagem, explorando perguntas que o clássico nunca respondeu:
Quem era Gaston antes da história conhecida?
O que o levou a se tornar aquele homem obcecado por status e poder?
Ele sempre foi vilão ou se tornou um produto do meio em que vivia?
Ao humanizar Gaston, a Disney segue uma tendência narrativa clara: vilões não nascem prontos, eles são construídos.
O sucesso de Malévola: o ponto de virada
Quando Malévola chegou aos cinemas, muitos duvidavam da proposta. Transformar a vilã de A Bela Adormecida em protagonista parecia arriscado. O resultado, porém, foi um enorme sucesso comercial e narrativo.
O filme mostrou que Malévola não era apenas má por natureza, mas uma figura ferida, traída e moldada pela dor. A inversão de papéis — onde o “vilão” se torna vítima de circunstâncias — conquistou o público e abriu caminho para uma nova forma de contar histórias.
Mais do que reescrever um conto de fadas, Malévola mostrou que o público estava pronto para narrativas menos maniqueístas e mais emocionais.
Cruella e o charme do anti-herói
Outro exemplo claro dessa estratégia é Cruella. A vilã clássica de 101 Dálmatas, conhecida por sua crueldade exagerada, ganhou um filme estilizado, ousado e carregado de personalidade.
Cruella não tentou justificar atos extremos, mas apresentou a personagem como uma anti-heroína, marcada por traumas, genialidade criativa e uma personalidade caótica. O visual, a trilha sonora e o tom rebelde do filme criaram uma conexão imediata com o público jovem-adulto.
O sucesso de Cruella deixou claro que a Disney havia encontrado uma fórmula poderosa:
personagens moralmente ambíguos + estética forte + histórias de origem bem construídas.
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Por que a Disney está investindo em filmes de vilões
A aposta em vilões como protagonistas não é aleatória. Existem razões claras por trás dessa decisão:
Primeiro, o público mudou. Hoje, espectadores buscam histórias mais complexas, com personagens que reflitam conflitos reais, traumas e contradições humanas.
Segundo, vilões sempre foram os personagens mais interessantes dos contos clássicos. Eles carregam drama, intensidade e conflitos internos — elementos ideais para narrativas mais profundas.
Terceiro, existe um forte apelo comercial. Filmes de vilões conversam com um público mais amplo, incluindo adultos que cresceram com as animações e agora buscam releituras mais maduras.
Gaston entra exatamente nesse contexto: um personagem controverso, facilmente reconhecível e cheio de camadas ainda não exploradas.
A ligação entre Gaston, Malévola e Cruella
Apesar de pertencerem a universos diferentes, Gaston, Malévola e Cruella compartilham algo essencial: todos foram retratados originalmente de forma simplificada. O bem era totalmente bom, o mal era totalmente mau.
Os novos filmes quebram essa lógica. Eles mostram que:
O vilão também sofre
O antagonista também ama
O erro pode nascer do medo, da rejeição ou da dor
Essa abordagem cria empatia sem necessariamente absolver os personagens, o que torna as histórias mais ricas e provocativas.
O impacto cultural dessa nova abordagem
Ao investir em filmes de vilões, a Disney também participa de um debate cultural maior: a ideia de que as histórias não precisam mais ser contadas de um único ponto de vista.
Essas produções convidam o público a questionar julgamentos rápidos e refletir sobre temas como exclusão, preconceito, poder e identidade. No caso de Gaston, o filme pode abordar masculinidade tóxica, pressão social e a construção do ego masculino em sociedades tradicionais.
Isso transforma entretenimento em comentário social, algo cada vez mais valorizado pelo público moderno.

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Expectativas para o filme de Gaston
Embora muitos detalhes ainda estejam sendo mantidos em sigilo, a expectativa é que o filme siga o padrão dos outros sucessos da Disney: produção de alto nível, foco psicológico e uma narrativa que dialogue com os tempos atuais.
A presença de Gaston como protagonista reforça que a Disney não quer apenas revisitar seus clássicos, mas reinterpretá-los à luz de novas gerações.
Conclusão: vilões são o espelho do público moderno
O filme de Gaston não surge por acaso. Ele é parte de uma estratégia clara e bem-sucedida da Disney de explorar vilões como protagonistas, oferecendo histórias mais densas, emocionais e relevantes.
Malévola mostrou a dor por trás do ódio.
Cruella mostrou o caos por trás da genialidade.
Gaston promete mostrar o orgulho, o medo e a fragilidade por trás da força.
No fim, esses filmes nos lembram de algo simples e poderoso: todo vilão acredita ser o herói da própria história.
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